Piauí paga o pior salário inicial para professores no Nordeste e escancara contradição de Rafael Fonteles
Cresce agora a pressão para que o governo petista saia do campo das promessas e apresente, com urgência, uma correção real para o magistério.
TERESINA, PI
— O discurso de modernização e eficiência da gestão de Rafael Fonteles (PT)
colide com a realidade dos professores piauienses. Um levantamento do Movimento
Profissão Docente revelou que o Piauí continua pagando o menor salário
inicial da rede estadual entre todos os estados do Nordeste: R$ 4.984,12,
o que coloca o estado nas últimas posições do ranking nacional.
Os dados evidenciam uma grave incoerência na
política de pessoal do Palácio de Karnak. Enquanto o governador adota uma
postura midiática ao anunciar novos concursos públicos para diversas áreas,
ignora o pilar mais importante da educação: a valorização financeira de quem
entra em sala de aula.
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O Piauí hoje patina na atratividade e na permanência
de bons profissionais na rede pública, uma vez que estados vizinhos oferecem
remunerações iniciais significativamente superiores.
Ao focar na expansão da máquina com novos editais
sem dar o devido lastro ao contracheque dos docentes, a gestão Fonteles cria
uma ilusão de avanço. Ostentar o título de pior salário da região é uma mancha
que a publicidade oficial não consegue apagar. Cresce agora a pressão para que
o governo petista saia do campo das promessas e apresente, com urgência, uma
correção real para o magistério.
Da REDAÇÃO

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