Contratos de OSS saltam 1.400% no Piauí e MP aciona a Justiça para barrar terceirizações na Saúde
Em pouco mais de um ano, os repasses mensais para as OSS saltaram de R$ 18,7 milhões para R$ 135,8 milhões.
PIAUÍ - O Ministério
Público do Piauí (MPPI) ajuizou uma Ação Civil Pública para suspender novos
contratos e processos de seleção de Organizações Sociais de Saúde (OSS)
promovidos pelo Governo do Estado. A Promotoria alega que a Secretaria de
Estado da Saúde (Sesapi) avançou na transferência da gestão de hospitais para
entidades privadas mesmo após manifestação contrária do Conselho Estadual de
Saúde.
Os números que embasam a ação revelam uma expansão
meteórica: em pouco mais de um ano, os repasses mensais para as OSS saltaram de
R$ 18,7 milhões para R$ 135,8 milhões — um crescimento superior a 1.400%.
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Apagão na fiscalização
Em contrapartida ao salto financeiro, o MP aponta
que a estrutura responsável por fiscalizar os gastos permaneceu estagnada.
Atualmente, apenas dez servidores públicos estariam encarregados de monitorar
dezenas de contratos milionários. Auditorias do Tribunal de Contas do Estado
(TCE-PI) já haviam apontado falhas graves no planejamento, na fiscalização e na
prestação de contas dessas entidades, além da ausência de estudos que comprovem
que a terceirização traga maior eficiência ou economia se comparada à gestão
direta pelo Estado.
Outro lado
A reportagem busca contato com a Secretaria de
Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e com o Governo do Estado para que se
posicionem sobre os apontamentos do Ministério Público. O espaço permanece
aberto para manifestações.
Da REDAÇÃO

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