Desespero político e fake news: Entenda a estratégia por trás dos recentes ataques em Caxingó
Uso irresponsável de redes sociais por blogueiros para divulgar inferências e "fofocas" movidas por desespero político ultrapassa o limite da liberdade de expressão e deve parar nos tribunais.
CAXINGÓ, PI
- Em tempos onde a informação circula na velocidade de um clique, o compromisso
com a verdade, a apuração rigorosa e o contraditório deveriam ser a premissa
básica de qualquer pessoa que se proponha a divulgar notícias. Infelizmente, o
que se assiste frequentemente em redes sociais é o oposto: o uso desmedido de
plataformas digitais para lançar acusações graves contra a honra de cidadãos e
servidores públicos com base unicamente em ilações, "ouvi dizer" e
narrativas fabricadas por grupos políticos e opositores.
O caso recente envolvendo publicações dos blogueiros
Ernande Souza e Allan Costa é um exemplo límpido dessa prática irresponsável.
Conhecidos no cenário local por manterem uma postura de ferrenha oposição à
atual gestão municipal de Caxingó, inclusive atuando abertamente na
"propaganda" e promoção de lideranças políticas adversárias, os
blogueiros veicularam acusações de supostas irregularidades envolvendo a
secretária municipal de Administração de Caxingó, Silmara Cristina Cardoso dos
Santos; o funcionário da Câmara de Cocal dos Alves, Antônio Gilberto de Brito,
e a empresa de materiais de construção citada na matéria (MB de Castro
Materiais de Construção).
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| Os blogueiros Allan Costa e Ernande Souza. |
Falta de provas e desespero eleitoral
O tom adotado nas publicações revela que o pano de
fundo de toda essa articulação nada tem a ver com interesse público ou
jornalismo investigativo, mas sim com a conveniência política. Diante do
desespero de adversários locais que enfrentam forte rejeição por parte da
população caxingoense, apela-se para o método mais antigo e reprovável do
embate político: a fofoca sem embasamento e o linchamento virtual.
Acusar publicamente sem apresentar qualquer prova
concreta, baseando-se unicamente no depoimento de supostas "fontes
sigilosas" e em deduções levianas, expõe de forma brutal cidadãos que
dedicam suas vidas ao trabalho e ao serviço público. O mais grave: tudo isso
feito de forma unilateral, sem conceder aos citados o direito elementar de
apresentar defesa ou esclarecimentos prévios antes de terem seus nomes expostos
à execração pública.
Por que a reparação judicial é
inevitável e necessária?
Falar qualquer um fala; a internet aceita qualquer
texto. No entanto, o ordenamento jurídico brasileiro é claro: quem acusa
assume o ônus da prova. Acusações sem provas não são "liberdade de
imprensa" ou "liberdade de expressão", constituem crime de
calúnia, difamação e causam graves danos morais.
Por essa razão, é fundamental e imperioso que as
vias judiciais sejam acionadas imediatamente por todos os afetados:
1. A
secretária de Administração: Teve sua imagem
profissional e honra pessoal atacadas por insinuações de desvio de verbas e
favorecimento pessoal sem qualquer comprovação documental de irregularidade.
2. O
servidor público: Foi sumariamente exposto e teve sua
nomeação e trajetória profissional atacadas com base em ilações sobre sua vida
pessoal e relacionamentos, ferindo sua dignidade e imagem perante a sociedade.
3. A
Empresa citada e seu proprietário: Tiveram sua reputação
comercial e capacidade operacional postas em xeque por conjecturas de
terceiros, o que gera prejuízos diretos e irreparáveis à sua atuação no
mercado.
A acionada do Poder Judiciário, com o pedido formal
de indenização por danos morais e responsabilização criminal, é o único
caminho para frear o descontrole e a irresponsabilidade nas redes sociais.
Acusar leviandade em posts patrocinados ou em blogs alinhados a grupos
políticos não pode sair de graça.
Não é só falar: vai ter que provar
O ambiente democrático exige o contraditório e o
rigor das leis. Não se pode admitir que reputações construídas ao longo de anos
sejam destruídas por conta de jogos de interesse de terceiros que buscam
palanque a qualquer custo.
Agora, a disputa sai das redes sociais, onde o
sensacionalismo costuma imperar, e vai para o foro adequado: a Justiça. Diante
de um juiz, narrativas vazias, "ouvi falar" e fofocas políticas não
têm valor. Os responsáveis pelas publicações terão que apresentar provas cabais
e documentadas de tudo o que afirmaram. Se não as tiverem, arcarão com as
consequências cíveis e criminais dos seus atos.
Da REDAÇÃO

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