sexta-feira, 11 de setembro de 2026

JUSTIÇA

Réu por perseguir prefeita de Murici dos Portelas tem histórico de prisão por coagir autoridades no Piauí

O histórico do advogado aponta para práticas repetidas de interferência no aparato estatal. 

PIAUÍ - O advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima voltou ao centro das atenções do sistema judiciário piauiense ao se tornar réu por perseguir, difamar e praticar violência política de gênero contra a prefeita de Murici dos Portelas, Ana Lina de Carvalho Cunha Sales. O acusado, no entanto, já acumula histórico de afronta às instituições: ele foi preso pela Polícia Civil na Operação Intangere por esquemas de coação e intimidação a autoridades públicas.

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Advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima / Reprodução - Instagram

Medidas cautelares e botão do pânico

A nova denúncia do Ministério Público (MPPI) foi acatada pelo juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa, da Vara Única de Buriti dos Lopes. Para assegurar a integridade da gestora, o magistrado impôs severas restrições:

  • Distanciamento mínimo: Proibição de aproximação a menos de 300 metros da prefeita.
  • Proteção emergencial: Instalação imediata de um botão do pânico para a vítima.
  • Perseguição sistemática: Segundo o MPPI, os abusos ocorreram entre janeiro e março de 2026, com ofensas em redes sociais e abordagens presenciais em Murici dos Portelas e perto da faculdade de Medicina onde a prefeita cursa em Parnaíba.

Ações de intimidação e a Operação Intangere

O histórico do advogado aponta para práticas repetidas de interferência no aparato estatal. Quando foi preso na Operação Intangere, investigações demonstraram que Jonatã monitorava agentes públicos, constrangia pessoas envolvidas em processos judiciais e utilizava indivíduos ligados ao crime organizado para pressionar a atuação da Justiça.

Da REDAÇÃO

Fonte: Brunno Suênio (GP1)

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