Réu por perseguir prefeita de Murici dos Portelas tem histórico de prisão por coagir autoridades no Piauí
O histórico do advogado aponta para práticas repetidas de interferência no aparato estatal.
PIAUÍ - O advogado
Jonatã Timóteo Brandão Lima voltou ao centro das atenções do sistema judiciário
piauiense ao se tornar réu por perseguir, difamar e praticar violência política
de gênero contra a prefeita de Murici dos Portelas, Ana Lina de Carvalho Cunha
Sales. O acusado, no entanto, já acumula histórico de afronta às instituições:
ele foi preso pela Polícia Civil na Operação Intangere por esquemas de coação e
intimidação a autoridades públicas.
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| Advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima / Reprodução - Instagram |
Medidas cautelares e botão do pânico
A nova denúncia do Ministério Público (MPPI) foi
acatada pelo juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa, da Vara Única de
Buriti dos Lopes. Para assegurar a integridade da gestora, o magistrado impôs
severas restrições:
- Distanciamento
mínimo: Proibição de aproximação a menos
de 300 metros da prefeita.
- Proteção
emergencial: Instalação imediata de um botão do
pânico para a vítima.
- Perseguição
sistemática: Segundo o MPPI, os abusos
ocorreram entre janeiro e março de 2026, com ofensas em redes sociais e
abordagens presenciais em Murici dos Portelas e perto da faculdade de
Medicina onde a prefeita cursa em Parnaíba.
Ações de intimidação e a Operação
Intangere
O histórico do advogado aponta para práticas
repetidas de interferência no aparato estatal. Quando foi preso na Operação
Intangere, investigações demonstraram que Jonatã monitorava agentes públicos,
constrangia pessoas envolvidas em processos judiciais e utilizava indivíduos
ligados ao crime organizado para pressionar a atuação da Justiça.
Da REDAÇÃO
Fonte: Brunno Suênio (GP1)
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