quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Após vitória de Lula, diesel chega a R$ 9,97 no Sul do Piauí e acende alerta sobre alta nos alimentos

Enquanto caciques comemoram suas futuras indicações na Esplanada, o piauiense descobre na prática a diferença entre o discurso festivo de campanha e a dura realidade do custo de vida. 

SUL DO PIAUÍ - O Piauí ostentou o título de estado que deu a maior porcentagem de votação do país a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. A resposta do novo governo ao entusiasmo piauiense, contudo, veio em formato de indigestão financeira: pouco mais de 24 horas após a apuração, o litro do diesel disparou e atingiu assustadores R$ 9,97 em postos de combustíveis da região Sul do estado.

Enquanto a elite política do PT faz festa pelo poder, desfila nas redes sociais e alimenta a bolsa de apostas para cavar ministérios em Brasília, o trabalhador que precisa rodar para produzir descobre que vaidade partidária não enche tanque nem põe comida na mesa.

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A conta pesada para quem produz e consome:

  • Bomba no bolso do frete: O Sul do Piauí é o coração produtivo do estado e depende visceralmente do transporte rodoviário. O diesel encostado na casa dos dez reais encarece o frete e trava a produção agrícola.
  • Efeito dominó nos alimentos: O repasse desse custo é inevitável. Arroz, feijão, óleo de cozinha, carnes, frutas e verduras chegarão às prateleiras das feiras e supermercados com preços inflacionados.
  • A "solução" de Brasília: O governo anunciou a prorrogação do subsídio de R$ 2,12 por litro do diesel por mais 30 dias para conter a alta internacional. O paliativo, no entanto, passa longe de garantir alívio imediato nas bombas e não impede o estrago no orçamento das famílias do interior.

Enquanto caciques comemoram suas futuras indicações na Esplanada, o piauiense descobre na prática a diferença entre o discurso festivo de campanha e a dura realidade do custo de vida.

Da REDAÇÃO

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