A matemática que o povo não compra: Internautas ironizam novas pesquisas no Piauí
No Piauí, parece que a distância entre a "planilha do instituto" e a "vontade da urna" nunca foi tão grande.
TERESINA, PI
– Se a política piauiense seguisse o roteiro dos institutos locais, a oposição
já poderia ter entregue as chaves. Levantamentos recentes do Instituto
Amostragem colocam o governador Rafael Fonteles (PT) com quase 70% de intenções
de voto, um cenário de "unanimidade" que contrasta drasticamente com
institutos nacionais como Atlas/Intel e Veritá, que apontam um equilíbrio real
com o opositor Joel Rodrigues (PP).
A discrepância gerou uma onda de ceticismo e piadas
nas redes sociais. O motivo? A memória curta não faz parte do eleitorado
teresinense. Internautas fizeram questão de relembrar o vexame estatístico de
2024, quando esses mesmos institutos garantiam a vitória de Fábio Novo (PT) no
1º turno para a prefeitura. Quando as urnas abriram, porém, quem levou a melhor
— também no 1º turno — foi Silvio Mendes (União Brasil).
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"O pix caiu?": A reação ácida
das redes sociais
Basta abrir a seção de comentários de qualquer
postagem sobre essas pesquisas para encontrar um festival de ironia. O povo
digital não perdoa e questiona abertamente a idoneidade dos levantamentos.
"Kkkkk pesquisa comprada kkk. Eles
querem é engajamento para comentários, só pode",
disparou um usuário no Instagram. Outro seguidor foi direto ao ponto: "O
pix caiu, né?".
Há também quem prefira usar a lógica para desmentir
os dados: "Em 2024 o mesmo instituto dizia que Fábio Novo tinha 70% dos
votos... E nas urnas perdeu no primeiro turno", lembrou um internauta,
enquanto outros sugeriam ironicamente que o instituto "poderia botar logo
100%" para o governador.
Para muitos, esses números não passam de uma
tentativa de criar uma narrativa de invencibilidade para favorecer a base
governista. No Piauí, parece que a distância entre a "planilha do
instituto" e a "vontade da urna" nunca foi tão grande.
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Da REDAÇÃO (Boca do Povo)







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