terça-feira, 3 de novembro de 2026

ENDIVIDAMENTO DO ESTADO

O "Equilíbrio Fiscal" de R$ 3,7 bilhões: a ironia de Rafael Fonteles ao mirar o Ministério da Fazenda

Comunicação bonita no Instagram não paga juros de dívida. 

TERESINA, PI - Escrever "Viva o Equilíbrio Fiscal!!!" nas redes sociais é fácil; o difícil é combinar o entusiasmo do post com a contabilidade do Estado. Ao comemorar a recondução do secretário Emílio Júnior na Sefaz, o governador Rafael Fonteles (PT) pareceu esquecer que a sua própria gestão acumulou um buraco de R$ 3,7 bilhões em déficits primários sucessivos entre 2023 e 2025.

Para quem se vende a Brasília como o tecnocrata prodígio que entende de números e quer sentar na cadeira de ministro da Fazenda no governo Lula (PT), o cartão de visitas piauiense anda meio amarrotado.

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Narrativa versus Realidade Financeira:

  • A escalada da dívida: O governador que reduziu o endividamento quando era apenas secretário agora assiste à dívida do Piauí saltar de volta para 63% da Receita Corrente Líquida, segundo levantamento citado pelo InfoMoney.
  • O truque dos empréstimos: A desculpa oficial do Palácio de Karnak é que o Estado "investe muito" e que o dinheiro vem de empréstimos bancários. Traduzindo do jargão econômico: o Piauí gasta mais do que arrecada e pendura a conta em operações de crédito.
  • Teto de gastos para conter o próprio governo: A situação ficou tão desconfortável que Rafael precisou aprovar uma regra para limitar os gastos estaduais por 10 anos — uma espécie de "autoenquadramento" de quem percebeu a gastança saindo do controle.

Comunicação bonita no Instagram não paga juros de dívida. Se a Faria Lima e o mercado financeiro resolverem auditá-lo antes do convite para a Esplanada, o discurso do "equilíbrio" piauiense vai precisar de bem mais do que pontos de exclamação para se sustentar.

Da REDAÇÃO

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