O "Equilíbrio Fiscal" de R$ 3,7 bilhões: a ironia de Rafael Fonteles ao mirar o Ministério da Fazenda
Comunicação bonita no Instagram não paga juros de dívida.
TERESINA, PI
- Escrever "Viva o Equilíbrio Fiscal!!!" nas redes sociais é
fácil; o difícil é combinar o entusiasmo do post com a contabilidade do Estado.
Ao comemorar a recondução do secretário Emílio Júnior na Sefaz, o governador
Rafael Fonteles (PT) pareceu esquecer que a sua própria gestão acumulou um
buraco de R$ 3,7 bilhões em déficits primários sucessivos entre 2023 e 2025.
Para quem se vende a Brasília como o tecnocrata
prodígio que entende de números e quer sentar na cadeira de ministro da Fazenda
no governo Lula (PT), o cartão de visitas piauiense anda meio amarrotado.
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Narrativa versus Realidade Financeira:
- A
escalada da dívida: O governador que reduziu o
endividamento quando era apenas secretário agora assiste à dívida do Piauí
saltar de volta para 63% da Receita Corrente Líquida, segundo levantamento
citado pelo InfoMoney.
- O
truque dos empréstimos: A desculpa
oficial do Palácio de Karnak é que o Estado "investe muito" e
que o dinheiro vem de empréstimos bancários. Traduzindo do jargão
econômico: o Piauí gasta mais do que arrecada e pendura a conta em
operações de crédito.
- Teto
de gastos para conter o próprio governo: A situação
ficou tão desconfortável que Rafael precisou aprovar uma regra para
limitar os gastos estaduais por 10 anos — uma espécie de
"autoenquadramento" de quem percebeu a gastança saindo do
controle.
Comunicação bonita no Instagram não paga juros de
dívida. Se a Faria Lima e o mercado financeiro resolverem auditá-lo antes do
convite para a Esplanada, o discurso do "equilíbrio" piauiense vai
precisar de bem mais do que pontos de exclamação para se sustentar.
Da REDAÇÃO

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