O golpe das matrículas: Como a gestão do irmão do deputado Rubens Vieira teria enganado o MEC para receber mais recursos
MPF abriu inquérito contra ex-prefeito petista Osmar Vieira por fraude em dados da educação.
COCAL DOS ALVES, PI
- O Ministério
Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar
possíveis irregularidades praticadas durante a gestão anterior da Prefeitura de
Cocal dos Alves, durante a administração do agora ex-prefeito Osmar Vieira
(PT), irmão do deputado estadual, Rubens Vieira (PT). A apuração tem como foco
possíveis inconsistências relacionadas ao repasse de recursos do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb).
O procedimento foi
instaurado em 14 de novembro de 2025 pelo procurador da República Saulo Linhares
da Rocha, após a identificação de indícios de inserção de
informações falsas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
As supostas irregularidades teriam ocorrido em 2023 e dizem respeito ao aumento
artificial do número de alunos matriculados em tempo integral na rede municipal
de ensino.
O crescimento
expressivo no quantitativo de estudantes cadastrados pelo próprio município
junto aos sistemas do INEP e do MEC foi inicialmente comunicado ao Ministério
Público do Estado do Piauí (MP-PI).
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| Ex-prefeito Osmar Vieira e o deputado estadual Rubens Vieira / Foto: Arquivo pessoal |
Com o aumento do
número de matrículas informadas aos órgãos federais, houve, de forma
consequente, elevação nos repasses de recursos do Fundeb à Prefeitura de Cocal
dos Alves. No entanto, indícios de que os dados enviados seriam falsos
levantaram suspeitas sobre a prática de ato ilícito durante a gestão passada.
Diante dos fatos, o
MP-PI encaminhou a notícia ao MPF, órgão competente para investigar eventuais
irregularidades envolvendo verbas federais. Para aprofundar a apuração, o
procurador da República determinou a realização de diligências com o objetivo
de subsidiar o inquérito, que tem como alvo exclusivo atos atribuídos à
administração anterior do município.
Outro
lado
Procurado
pelo GP1, o ex-prefeito Omar Vieira não foi localizado para comentar o
caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fonte: GP1
Edição: REDAÇÃO (Portal Boca do Povo)

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