EDUCAÇÃO EM CRISE: Governo do Piauí fecha escolas em Buriti dos Lopes e impõe superlotação na sede
Enquanto políticos aliados comemoravam asfalto, alunos da zona rural perdem suas escolas e são empurrados para unidades sem infraestrutura e sem vagas.
BURITI DOS LOPES, PI
– A política educacional do Governo Rafael Fonteles (PT) em Buriti dos Lopes
parece seguir a lógica do "fechar para economizar", ignorando o
impacto social e pedagógico na vida dos estudantes. O recente fechamento de uma
escola e de um anexo na zona rural escancarou a falta de planejamento da
Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e gerou um caos nas matrículas na sede
do município.
A decisão de encerrar atividades em comunidades
rurais, como na região do Cedro — onde o prédio da Escola João da Cruz de Sousa
foi devolvido ao município após anos de parceria —, revela uma gestão que
"vira as costas" para a colaboração local. O Estado, que mantinha
apenas três funcionários na unidade cedida pela prefeitura com todo o
mobiliário, preferiu o corte radical à manutenção do atendimento próximo ao
aluno.
O resultado é previsível: turmas superlotadas na
zona urbana. Pais relatam a via-crúcis para conseguir vagas e o medo de que
seus filhos estudem em ambientes precários.
Enquanto a educação piauiense em Buriti dos Lopes
agoniza com escolas sem refeitório e sem salas de Atendimento Educacional
Especializado (AEE), a classe política local vinculada ao Governo do Estado
parece ter outras prioridades.
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| Atual secretário da SEDUC - Rodrigo Torres, governador Rafael e ex-secretário da SEDUC - Washington Bandeira / Foto: Reprodução - Instagram. |
Há poucas semanas, aliados de Rafael Fonteles foram
vistos "pulando no asfalto quente", celebrando obras de pavimentação
em tom festivo. No entanto, o entusiasmo com o piche não se repete na hora de
cobrar melhorias para as salas de aula. Onde estão os defensores do Governo
para intervir contra o fechamento das escolas e cobrar a conclusão das salas de
aula prometidas que nunca saíram do papel?
"No ano passado, alunos comiam nos corredores
por falta de refeitório. Agora, com mais alunos vindos da zona rural, a
situação beira o insuportável", afirma um responsável que preferiu não se
identificar.
A contradição é gritante: o Governo propaga o
"Ensino Integral" como vitrine, mas na prática, não entrega o básico.
Em uma das unidades da sede, das três salas de aula prometidas para comportar a
nova demanda, apenas uma foi autorizada. A menos de um mês do início das aulas,
a pergunta que ecoa na cidade é: onde esses alunos vão sentar?
Procurado, o supervisor de ensino local esquivou-se
de prestar esclarecimentos, alegando falta de informações e empurrando a
responsabilidade para o setor jurídico da SEDUC em Teresina. O silêncio
administrativo é o reflexo de uma gestão que prioriza a burocracia e o
marketing político em detrimento da dignidade do estudante piauiense.
Da REDAÇÃO (Portal Boca do Povo)

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