Prisão de advogado por coação e cárcere privado provoca “limpa” em redes sociais de deputado
O advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, o "Dr. Brandão", foi preso em Parnaíba durante a Operação Intangere. O caso gerou repercussão política imediata em Murici dos Portelas.
MURICI DOS PORTELAS, PI
– A prisão do advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, conhecido como Dr. Brandão,
na última terça-feira (10), enviou ondas de choque para os bastidores políticos
da região Norte do Piauí. Alvo de investigações que incluem cárcere privado,
perseguição a prefeita e coação de magistrados, a prisão do advogado
desencadeou um movimento de distanciamento por parte de lideranças políticas.
O "apagão" nas redes sociais
Logo após a confirmação da prisão pela Polícia
Civil, internautas e observadores políticos notaram uma movimentação atípica no
perfil do deputado estadual Rubens Vieira (PT). Informações de bastidores dão
conta de que o parlamentar teria apagado registros e fotos em que aparecia ao
lado de Dr. Brandão e do vereador Irmão Filho, ambos aliados e figuras política
em Murici dos Portelas.
De acordo com relatos locais, Dr. Brandão vinha
exercendo influência na política da cidade e teria firmado uma aliança
estratégica com o deputado Rubens Vieira, visando as eleições estaduais deste
ano. A "faxina digital" no Instagram é vista como uma tentativa de
conter danos à imagem pública do deputado, embora críticos apontem que a
associação já era de conhecimento público.
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| Um dos registros do deputado Rubens Vieira e Dr. Brandão |
Operação Intangere: crimes graves
A prisão de Jonatã Brandão ocorreu no âmbito da Operação
Intangere, deflagrada pela Delegacia Seccional de Luís Correia. O nome da
operação (que significa "intocável") reforça que as instituições não
se submetem a intimidações.
Segundo o delegado João Filipe, as acusações contra
o advogado são extensas e graves:
Coação a magistrado:
Monitoramento de passos de um juiz e uso de nomes ligados ao crime organizado
para pressionar decisões judiciais.
Cárcere privado em Murici dos Portelas:
Há cerca de um mês, o advogado teria invadido a Secretaria Municipal de
Educação, dado uma "voz de prisão" ilegal a funcionários e mantido o
grupo trancado por três horas.
Perseguição:
Inquéritos apuram a perseguição sistemática contra a prefeita da cidade.
Outros delitos:
O histórico inclui desacato, ameaça, calúnia e difamação contra servidores e
moradores.
Repercussão e defesa
Durante a prisão, foram apreendidos aparelhos
eletrônicos que passarão por perícia para identificar se há mais envolvidos nas
táticas de intimidação.
Até o fechamento desta matéria, a assessoria do
deputado Rubens Vieira não se pronunciou oficialmente sobre a retirada das
fotos das redes sociais. A defesa de Jonatã Timóteo Brandão Lima também não
emitiu nota pública sobre as acusações.
Da REDAÇÃO (Portal Boca do Povo)

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