segunda-feira, 16 de março de 2026

POLÍTICA

Prisão de advogado por coação e cárcere privado provoca “limpa” em redes sociais de deputado

O advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, o "Dr. Brandão", foi preso em Parnaíba durante a Operação Intangere. O caso gerou repercussão política imediata em Murici dos Portelas. 

MURICI DOS PORTELAS, PI – A prisão do advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, conhecido como Dr. Brandão, na última terça-feira (10), enviou ondas de choque para os bastidores políticos da região Norte do Piauí. Alvo de investigações que incluem cárcere privado, perseguição a prefeita e coação de magistrados, a prisão do advogado desencadeou um movimento de distanciamento por parte de lideranças políticas.

O "apagão" nas redes sociais

Logo após a confirmação da prisão pela Polícia Civil, internautas e observadores políticos notaram uma movimentação atípica no perfil do deputado estadual Rubens Vieira (PT). Informações de bastidores dão conta de que o parlamentar teria apagado registros e fotos em que aparecia ao lado de Dr. Brandão e do vereador Irmão Filho, ambos aliados e figuras política em Murici dos Portelas.

De acordo com relatos locais, Dr. Brandão vinha exercendo influência na política da cidade e teria firmado uma aliança estratégica com o deputado Rubens Vieira, visando as eleições estaduais deste ano. A "faxina digital" no Instagram é vista como uma tentativa de conter danos à imagem pública do deputado, embora críticos apontem que a associação já era de conhecimento público.

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Um dos registros do deputado Rubens Vieira e Dr. Brandão

Operação Intangere: crimes graves

A prisão de Jonatã Brandão ocorreu no âmbito da Operação Intangere, deflagrada pela Delegacia Seccional de Luís Correia. O nome da operação (que significa "intocável") reforça que as instituições não se submetem a intimidações.

Segundo o delegado João Filipe, as acusações contra o advogado são extensas e graves:

Coação a magistrado: Monitoramento de passos de um juiz e uso de nomes ligados ao crime organizado para pressionar decisões judiciais.

Cárcere privado em Murici dos Portelas: Há cerca de um mês, o advogado teria invadido a Secretaria Municipal de Educação, dado uma "voz de prisão" ilegal a funcionários e mantido o grupo trancado por três horas.

Perseguição: Inquéritos apuram a perseguição sistemática contra a prefeita da cidade.

Outros delitos: O histórico inclui desacato, ameaça, calúnia e difamação contra servidores e moradores.

Repercussão e defesa

Durante a prisão, foram apreendidos aparelhos eletrônicos que passarão por perícia para identificar se há mais envolvidos nas táticas de intimidação.

Até o fechamento desta matéria, a assessoria do deputado Rubens Vieira não se pronunciou oficialmente sobre a retirada das fotos das redes sociais. A defesa de Jonatã Timóteo Brandão Lima também não emitiu nota pública sobre as acusações.

Da REDAÇÃO (Portal Boca do Povo)

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