Advogado preso por intimidar juiz é investigado por cárcere privado e perseguição a prefeita no Piauí
Além das acusações de cárcere e coação, o advogado responde por uma série de delitos contra servidores e moradores da região.
PARNAÍBA, PI
- O advogado Jonatã Timóteo Brandão Lima, conhecido como Dr. Brandão, preso
nesta terça-feira (10) em Parnaíba sob a acusação de coagir um magistrado,
carrega um histórico recente de polêmicas e crimes graves. Segundo a Polícia
Civil, ele também é alvo de inquéritos por perseguir uma prefeita e manter
servidores públicos em cárcere privado no município de Murici dos Portelas,
norte do estado.
As informações foram confirmadas ao portal g1
pelo delegado João Filipe, titular da Delegacia Seccional de Luís Correia.
O incidente em Murici dos Portelas
De acordo com as
investigações, há cerca de um mês, o advogado teria invadido a Secretaria
Municipal de Educação de Murici dos Portelas. Na ocasião, ele teria dado
"voz de prisão" a funcionários do local. Mantido o grupo trancado no
prédio por aproximadamente três horas, alegado um suposto flagrante que, após
análise da Polícia Civil, foi classificado como totalmente ilegal.
"Ele teria dado voz de prisão ilegal a essas
pessoas e as mantido em cárcere privado. Constatamos que a ação não tinha
amparo jurídico", explicou o delegado João Filipe.
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| Advogado preso, Dr. Brandão. / Foto: Reprodução |
Coação a magistrado e conexão com o
Crime Organizado
A prisão ocorrida nesta terça-feira foi motivada por
uma investigação que aponta métodos agressivos de intimidação contra um juiz do
litoral piauiense. O objetivo de Jonatã seria interferir em decisões judiciais.
Segundo a polícia, as
táticas de constrangimento incluíam, monitoramento, com acompanhamento dos
passos do magistrado, e intimidação, com o uso de nomes e contatos de pessoas
ligadas ao crime organizado para pressionar o Judiciário.
Histórico de crimes
Além das acusações de
cárcere e coação, o advogado responde por uma série de delitos contra
servidores e moradores da região, incluindo, desacato e ameaça, além de calúnia
e difamação.
Até o momento, a defesa do advogado não se
pronunciou publicamente sobre as acusações.
Da REDAÇÃO (Portal Boca do Povo)

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