MP-PI pede novas diligências em investigação contra prefeito de Bom Princípio por agressão e ameaça a menor
Familiares do menor foram ao local, mas relataram que o prefeito, armado, impediu a entrada de todos.
BOM PRINCÍPIO DO PIAUÍ
- O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) solicitou à Justiça a
realização de novas diligências no processo que investiga o prefeito de Bom
Princípio do Piauí, Apolinário Moraes (PSB). O gestor é acusado de agredir
fisicamente e ameaçar com uma arma de fogo um adolescente de 13 anos, em um
episódio ocorrido em fevereiro de 2023.
A manifestação foi assinada pelo promotor Adriano
Fontenele Santos e encaminhada à Vara Única da Comarca de Buriti dos Lopes. O
representante do MP-PI argumentou que a investigação ainda apresenta lacunas
que impedem uma imputação formal imediata, necessitando de complemento de
provas antes de uma eventual denúncia.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na
Polícia Civil, o adolescente (identificado pelas iniciais K. da S.S.) estava em
uma festa quando foi convidado pela filha do prefeito para ir até sua
residência. O caso ganhou contornos dramáticos com a chegada do gestor:
- Humilhação
e agressão: O menor relatou em depoimento que
foi obrigado a se ajoelhar na cozinha, recebeu um soco no rosto e foi
forçado a engatinhar até a porta enquanto o prefeito apontava uma arma
para sua cabeça.
- Rivalidade
política: Ao relatar que era parente do
ex-prefeito Lucas Moraes (sobrinho e adversário político de Apolinário), o
investigado teria ficado ainda mais exaltado, alegando uma suposta
"armação".
- Intervenção
policial: Familiares do menor foram ao
local, mas relataram que o prefeito, armado, impediu a entrada de todos. O
adolescente só foi liberado após a chegada da Polícia Militar.
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| Prefeito Apolinário Moraes |
O que o Ministério Público exige agora?
Para sanar as lacunas e decidir sobre a denúncia
criminal, o promotor requereu que a autoridade policial providencie três
elementos fundamentais:
1. Porte
de arma: A apresentação da identidade funcional que comprove
se o prefeito possui a prerrogativa de porte, já que ele declarou em depoimento
ser policial penal;
2. Oitiva
de testemunhas: O depoimento de testemunhas
remanescentes indicadas no processo;
3. Laudo
técnico: A juntada oficial do laudo pericial de lesão
corporal do adolescente para analisar a gravidade das agressões físicas.
Da REDAÇÃO

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