domingo, 19 de julho de 2026

DILIGÊNCIAS

MP-PI pede novas diligências em investigação contra prefeito de Bom Princípio por agressão e ameaça a menor

Familiares do menor foram ao local, mas relataram que o prefeito, armado, impediu a entrada de todos. 

BOM PRINCÍPIO DO PIAUÍ - O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) solicitou à Justiça a realização de novas diligências no processo que investiga o prefeito de Bom Princípio do Piauí, Apolinário Moraes (PSB). O gestor é acusado de agredir fisicamente e ameaçar com uma arma de fogo um adolescente de 13 anos, em um episódio ocorrido em fevereiro de 2023.

A manifestação foi assinada pelo promotor Adriano Fontenele Santos e encaminhada à Vara Única da Comarca de Buriti dos Lopes. O representante do MP-PI argumentou que a investigação ainda apresenta lacunas que impedem uma imputação formal imediata, necessitando de complemento de provas antes de uma eventual denúncia.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil, o adolescente (identificado pelas iniciais K. da S.S.) estava em uma festa quando foi convidado pela filha do prefeito para ir até sua residência. O caso ganhou contornos dramáticos com a chegada do gestor:

  • Humilhação e agressão: O menor relatou em depoimento que foi obrigado a se ajoelhar na cozinha, recebeu um soco no rosto e foi forçado a engatinhar até a porta enquanto o prefeito apontava uma arma para sua cabeça.
  • Rivalidade política: Ao relatar que era parente do ex-prefeito Lucas Moraes (sobrinho e adversário político de Apolinário), o investigado teria ficado ainda mais exaltado, alegando uma suposta "armação".
  • Intervenção policial: Familiares do menor foram ao local, mas relataram que o prefeito, armado, impediu a entrada de todos. O adolescente só foi liberado após a chegada da Polícia Militar.

Prefeito Apolinário Moraes

O que o Ministério Público exige agora?

Para sanar as lacunas e decidir sobre a denúncia criminal, o promotor requereu que a autoridade policial providencie três elementos fundamentais:

1.   Porte de arma: A apresentação da identidade funcional que comprove se o prefeito possui a prerrogativa de porte, já que ele declarou em depoimento ser policial penal;

2.   Oitiva de testemunhas: O depoimento de testemunhas remanescentes indicadas no processo;

3.   Laudo técnico: A juntada oficial do laudo pericial de lesão corporal do adolescente para analisar a gravidade das agressões físicas.

Da REDAÇÃO

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