Ataques, silenciamento e a Justiça: Blogueiros se negam a conceder Direito de Resposta à secretária e serão acionados nos tribunais
Apesar de notificados formalmente na última segunda-feira (17), administradores do “Portal do Águia” e “Municípios em Foco” ignoram a legislação brasileira e mantêm narrativa fantasiosa sem dar espaço para a defesa.
CAXINGÓ, PI
- O enredo de irresponsabilidade e uso político de redes sociais em Caxingó
ganhou novos e graves capítulos ao longo desta semana. Após veicularem matérias
carregadas de insinuações e acusações sem apresentação de provas concretas, os
blogueiros Ernandes Águia (Portal do Águia) e Allan Costa (Municípios em Foco)
agora se recusam a cumprir o que determina a legislação brasileira: conceder o
sagrado Direito de Resposta aos atingidos pelas publicações.
Comprovantes e prints de conversas revelam que a
assessoria jurídica da secretária municipal de Administração, Silmara Cristina
Cardoso dos Santos, enviou as Notificações Extrajudiciais fundamentadas na Lei
Federal nº 13.188/2015 na tarde de segunda-feira (17/08). No entanto, até o
fechamento desta reportagem, na manhã desta quinta-feira (20/08), a resposta da
gestão municipal continua sendo negada e ignorada pelos administradores das
páginas.
O que diz a lei:
A Lei Federal nº 13.188/2015 garante a qualquer pessoa oficiada ou acusada em
meios de comunicação (incluindo blogs e redes sociais) o direito de resposta
gratuito e com o mesmo destaque, publicidade e dimensão da matéria original.
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| Os blogueiros Allan Costa e Ernandes Souza. |
Silenciamento proposital e a blindagem
da "fake news"
Ao privar a população de conhecer a versão dos fatos
apresentada pela secretária de Administração, pelo servidor e pela
empresa citada, os blogueiros demonstram que o objetivo das postagens nunca foi
informar com transparência ou praticar jornalismo imparcial. O intuito claro é
blindar uma narrativa, com suspeitas que tenha sido fabricada a pedido de
grupos opositores e enfraquecidos politicamente no município.
Negar o contraditório é tentar transformar a
internet em um tribunal de exceção, onde apenas a acusação tem voz e a vítima é
sumariamente condenada pelo linchamento virtual.
Ação na Justiça e no Ministério Público
A postura intransigente dos blogueiros terá
desdobramentos imediatos na esfera jurídica. A assessoria jurídica de Silmara
Cardoso e dos demais envolvidos já finaliza os preparativos para peticionar
ações judiciais com pedido de liminar coercitiva e representações no
Ministério Público (MP), órgãos que devem se manifestar formalmente muito
em breve.
Não é só falar: no tribunal, a fofoca
precisa virar prova
No ambiente das redes sociais, conjecturas e
"fofocas" políticas costumam render curtidas de correligionários.
Contudo, perante um juiz e o Ministério Público, a dinâmica é rigorosa e
pautada em fatos: quem acusa assume a obrigação legal de provar cada vírgula
afirmada.
Ao se recusarem a publicar o esclarecimento e
buscarem sustentar uma acusação fantasiosa no grito, os blogueiros apenas
agravam suas próprias situações jurídicas. A imagem e a honra de cidadãos
sérios e servidores públicos não são moedas de troca para politicagem. A
resposta virá na forma da lei — onde a verdade se impõe e a irresponsabilidade
paga o seu preço.
Da REDAÇÃO

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