ATÉ QUANDO? Bebê de 10 meses luta pela vida na fila da regulação enquanto o Governo esbanja milhões em festas
O governo estadual precisa agir com urgência máxima. A vida de Heitor e de tantas outras crianças na fila da regulação não pode ser tratada como estatística descartável.
PARNAÍBA, PI
- Uma denúncia atrás da outra, um choro de mãe após o outro. O que estamos
presenciando no Piauí não é um mero problema administrativo ou burocrático; é o
colapso generalizado da dignidade humana gerado pela desorganização estatal e
omissão governamental.
Em Parnaíba, o pequeno José Heitor, de apenas 10
meses, luta respirando por aparelhos para sobreviver. Com um pulmão gravemente
afetado, ele aguarda uma vaga de UTI Pediátrica em Teresina, empacado na
burocrática fila da Central de Regulação. O Hospital emitiu nota dizendo que
acompanha o caso — mas nota de imprensa não limpa o pulmão de uma criança.
Falta estrutura no interior, falta agilidade na capital.
Enquanto o cidadão padece na fila da regulação, o
Governo do Estado opera em outra sintonia. Para bancar eventos milionários e
shows de grande porte neste ano, como o do DJ Alok, o cofre do estado não tem
limites. Mas para salvar a vida de bebês ou abastecer centros cirúrgicos com
materiais básicos, a resposta é o silêncio prolongado.
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A conta dessa desorganização e omissão cruel não
fica restrita aos diretores dos hospitais; ela sobe a escada do poder e bate
diretamente à porta do governador Rafael Fonteles. Erros podem ser perdoados,
mas o sentimento de abandono e o risco de ver uma criança morrer por falta de
gestão é algo que a população piauiense jamais irá tolerar.
Será que vão esperar essa criança morrer para que
uma providência real seja tomada? O governo estadual precisa agir com urgência
máxima. A vida de Heitor e de tantas outras crianças na fila da regulação não
pode ser tratada como estatística descartável.
Governador, cadê as providências urgentes? O Piauí
exige respostas!
Da REDAÇÃO

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